quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Adversários Perigosos


Estou lendo "Diretrizes para o Êxito" de Divaldo Franco, pelo espirito de Joanna de Ângelis, acredito que o texto abaixo servirá de alerta para muitos irmãos que vivem hoje em situações de desespero, e que não conseguem entender o porque.

Existem, sim, em número expressivo, interessados em perturbar a marcha das criaturas humanas.
Nenhuma dúvida sobre esta questão.
Pupulam, ao lado dos homens e das mulheres, como nuvem que os acompanha, conforme observou o Apóstolo Paulo.
Atraídos pelas imperfeições humanas,imantam-se àqueles com os quais sintonizam, realizando terrível comércio espiritual.
Tenazes e perigosos, espreitam, na situação em que se encontram, as suas futuras vítimas, e logo dispõem de possibilidades cercam-nas, envolvendo-as em pensamentos perturbadores com tal insistência que as desarmonizam.
Outras vezes, sitiam-lhes as emoções, descarregando energias deletérias que terminam por descontrolar os centros do equilíbrio, levando-as a transtornos depressivos, do pânico, obsessivos-compulsivos.
Invadem o campo da vontade daqueles que se permitem sofrer-lhes o assédio, empurrando-os para situações calamitosas, nas quais se comprazem.
Em incontáveis ocasiões atiram pessoas imprevidentes, umas contra as outras, gerando situações embaraçosas, causando graves distúrbios no comportamento, nos relacionamentos sociais.
São habéis na produção da cizânia, nutrindo-se da maledicência em que os frívolos se demoram, aplicando o tempo que poderia ser útil em sistemática difamação do seu próximo.
Perversos, não respeitam os valores éticos nem morais, preferindo,naturalmente, as pessoas que se encontram no claro-escuro da distonia psicológica, que mais lhes facilita a identificação.
Produzem enfermidades simuladas que desorientam aqueles que as padecem.
Utilizando-se do conhecimento das leis dos fluídos, conseguem produzir desconforto e insatisfação em todas as pessoas de quem se acercam, intoxicando-as psíquica e fisicamente.
Alguns existem que se especializam no mecanismo da perseguição, encarregando-se de orientar ouros menos hábeis, que são convocados para as suas fileiras.
Isoladamente, por inveja, malquerença, desocupação ou desdita pessoas, tornam-se verdadeiros flagelos para a Humanidade e, com a sua insistência calamitosa, desviam do rumo aqueles contra quem investem com fúria continuada.
Em grupo, tornam-se mais perigosos, porque logram assenhorear-se de comunidades inteiras, que submetem a obsessões coletivas em forma epidêmica.
Estamo-nos referindo aos Espíritos desencarnados que perderam o endereço de Deus e se entregaram à volúpia da própria alucinação.
Esses Espíritos, em razão da inferioridade em que se encontram, imiscuem-se em todos os cometimentos humanos, dominados pela perversidade ou simplesmente pela falta do que fazer, mediante loucas tentativas de desforço contra a sociedade, para a qual transferem a responsabilidades pelo fracasso das suas infelizes existências terrenas.
Inescrupulosos, gostariam de manter um estado de terror ou de infelicidade entre as demais criaturas que tentam avançar no rumo do progresso, na busca da felicidade.
Orgulhosos e odieentos, atribuem-se a força e poder que realmente não possuem, sendo os seus logros mais devidos à leviandade daqueles com os quais convivem mentalmente do que propriamente à sua capacidade de agir.
Odeiam, com especial ressentimento, todos quantos trabalham pelo bem, pelo progresso da sociedade, insurgindo-se contra as suas lides e dificultando-lhes a marcha do dever abraçado retamente.
Especialmente, em relação aos espiritistas, que os conhecem, que os desmascaram, por estarem lúcidos em torno do mundo espiritual e dos seus habitantes, mantêm acentuado rancor, perseguindo-os com inclemência, em tentativas de eliminar-lhes as realizações, de confundi-los, a fim de demonstrar que tudo se encontra no caos...
Conseguem, dessa forma, gerar a desconfiança, produzir o medo, disseminar o desalento, empurrando para o pessimismo.
Não lhes dês tréguas nem lhes permitas identificação de propósitos, quando no serviço dos ideais que esposas.
Quando sentires desalento, esperimentando desconfiança em relação ao teu próximo, insegurança na realização a que te afeiçoas, mal-estar no serviço do bem, tem cuidado, porquanto esses são sinais de alarme que prenunciam situação porvidoura grave.
Reveste-te de paciência e renova-te na prece, por cujo intermédio haurirás nas Fontes Generosas da Vida as forças indispensáveis para prosseguir com entusiasmo.
O bem que fazes, somente poderá proporcionar-te alegria e entusiasmo. Caso ocorra o contrário, algo de equivocado está a desenvolver-se.
Medita, e descobrirás de onde vêm as ondas de aborrecimento ou as insinuantes ideias de abandono do trabalho.
Dedicaste à realização enobrecedora, porque ela te enriquece de vida e te produz empatia especial. Portanto, nenhuma razão existe para que ocorram sensações contrárias, senão quando irrompam interferências espirituais maléficas.
Unge-te sempre de amor e de compaixão, de caridade e de perseverança, graças a cujas vibrações as energias do mal não poderão romper-te as defesas, gerando dificuldades ou interrompendo o teu idealismo.
Não são poucos os que desistem, quando defrontados pela má-fé de amigos, pela contínua descarga de pessimismo e de acusações ingratas dos companheiros, pela incessante competição desonesta de quantos deveriam avanças ao lado, preferindo o enfrentamento e utilizando-se, para tanto, da mentira, da calúnia, de acusações injustificáveis.
Algumas fazem parte do teu passado espiritual, são o resultado das tuas ações também nefastas, inimizades que geraste e deves recuperar, tornando-as afeições nem sempre exitosas imediatamente.
A maioria, porém,é constituída por adversários do Bem.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Entre os Sete Pecados Capitais

Entre os sete pecados capitais, possivelmente a ira seja o mais diverdito.
Para superar suas feridas, para estalar seus lábios com satisfação a respeito das mágoas passadas, para afiar sua língua na expectativa de confrontos amargos ainda por vir, para saborear o último pedacinho delicioso tanto da dor que você está sofrendo, como da dor que lhe estão causando - de muitas maneiras, isso é um banquete preparado para um rei.

O principal obstáculo é aquele que você está devorando em si mesmo.

O desmancha-prazeres é você.
Frederick Buehner

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Acordo de Paz



Eu sei que você quer paz. Todo Espírito quer. Paz é harmonia completa consigo e em si.
Sentir-se pleno, grandioso e humilde.
Se é paz que você procura, então FAÇA PAZ AQUI, AGORA. Isso de querer paz pro futuro não existe, porque paz vem de atitude interior, e atitude interior não se planeja nem se adia. Age-se.

VIVA como se a paz já estivesse em você. Sinta o que ela é. É uma melodia suave?É uma brisa? É o alto de uma montanha?É o barulho de água correndo? É azul celeste?

RELAXE baixe a guarda, você não será atacado. Você não é atacável.
Não tem nada que falem ou que façam, que seja capaz de tirar você deste sentimento.

RESPIRE A PAZ A paz é feita de brandura. Fale com brandura. Olhe com brandura. Soriabrandamente. Olhe para cada coisa como ela é, porque a ilusão é guerra com a realidade, e se você está na ilusão, está em luta.
Se você está na ilusão de ser perfeita, está em guerra com a sua verdade. Se está na ilusão de ser imperfeita, não vê o brilho de suas qualidades.

APENAS SEJA VOCÊ Não se julgue, não se classifique, não se compare.
Não pense que devia ter mais do que tem,ou que devia fazer mais do que faz. Apenas usufrua o que tem, e descubra o prazer de cada atividade.
Deus não espera nada de você.VOCÊ É QUEM SABE O QUE, QUANDO E ONDE.

Deus não manda você ser, ter ou fazer nada.
O mundo diz prá você ser, ter ou fazer, mas o mundo não esiste prá fazer exigências. O mundo é o que é, tem o sabor que tem, tem o cheiro que tem, às vezes é melhor, outras vezes, pior, mas é o mundo: não brigue com ele. O MUNDO PRECISA DE AMOR, não de briga.

Sua mãe, seu pai, sua melhor amiga,seu filho e sua filha são o que são. SORRIA pras suas manias, o seu jeito gozado de dramatizar as coisas, de reclamar E vai amando...

FAÇA TUDO POR AMOR nada por obrigação. E se disserem que você tem obrigação, diga que só o amor manda em você, porque ele é um sentimento irresistível que sai do seu peito e vai conduzindo você pels rumos da vida.

O dia em que você atende a este amor que fala no seu peito, é quando você descobre a verdadeira paz.

Então, que não seja a paz uma palavra que eu digo, mas a semente que eu planto, a flor que cultivo e deixo crescer.

Não SEJA A PAZ um ideal que persigo, mas o xale que eu teço. O BEM QUE PRECISO E FAÇO ACONTECER.

Texto de Calunga, do Livro Ideias Fortalecedoras

sábado, 16 de janeiro de 2010

ROLFING


O "rolfing ou integração estrutural", como é oficialmente denominado, é um sistema de manipulação e de massagem muscular profunda criado por uma bioquímica e fisióloga chamada Ida Rolf. Ao longo dos muitos anos durante os quais examinou o tecido muscular e a estrutura das células, Ida Rolf veio a perceber que os traumas físicos e emocionais parecem enrijecer e regidificar os tecidos muscular e aponeurótico. Quando isto se dá, o corpo tende a passar de um estado de alinhamento natural e de vitalidade, para uma condição de inflexibilidade geral e de desequilíbrio gravitacional. Além disso, a rigidificação progressiva do corpo serve também para limitar a amplitude da flexibilidade emocional, da qual é capaz o corpo livre de restrições.Este aspecto fica claro na seguinte passagem de Ida Rolf:

"Uma pessoa que experimenta medo, sofrimento ou raiva temporários, coloca seu corpo, na maioria das vezes, numa atitude que o mundo reconhece como a manifestação exterior daquela emoção em particular. Se ela persiste nesta dramatização ou se a restabelece constantemente, formando deste modo o que em geral se chama de "padrão de hábito", a organização muscular torna-se fixa. Falando em nível material, alguns músculos se encurtam e engrossam, enquanto outros são invadidos por tecido conectivo, outros ainda são imobilizados pela consolidação do tecido envolvido na parte. Quando isto houver ocorrido, a atitude física é invariável: é involuntária, não pode mais ser modificada na base, nem tomando-se consciência da mesma, nem através de sugestões mentais. Essa fixação da resposta física também determina um padrão emocional. Uma vez que não é possível estabelecer um livre fluxo através da carne física, o tônus subjetivo emocional vai se tornando cada vez mais limitado e tende a permanecer nos limites de uma área restrita e escassamente definida. Nesse momento,o que o individuo sente não é mais uma emoção, uma resposta a uma situação imediata;daí em diante, vive, se movimenta e é uma atitude."

Em resposta a este dilema orpomental, Ida Rolf elaborou um sistema de dez sessões terapeuticas, cujo objetivo é permitir que o corpo assuma uma posição mais saudável e integrada, com respeito a si mesmo e à força constante da gravidade. Segundo o processo do rolfing, o massagista treinado trabalha em nível profundo com o corpo, a fim de liberar os músculos e aponeuroses, dando-lhe condições de adotar uma postura mais completamente integrada. Ao liberar traumas retidos crônicos, com anos e anos de existência, e ao restabelecer os fuxos e equilíbrios naturais do organismo, o sistema Rolf almeja estimular a saúde e a vitalidade, aliviar o stress e a tensão, acelerar o crescimento e a encorajar a receptividade em todos níveis de funcionamento organísmico. Uma vez que é profundo o trabalho de massagem, o cliente do rolfing possivelmente passará por uma boa dose de liberações emocionais e energéticas durante o processo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Comunicação Celular das Bácterias


Cá entre nós!
Tags: comunicação celular bactérias Pieter Dorrestein
Quando recebi o texto Conversa entre bactérias, que compartilho abaixo, fiquei emocionada, pois trata-se tão somente de uma confirmação científica, de algo que sinto no coração, mais que na mente, como absolutamente real.

Reconheço este fenômeno, que sempre coloco em minhas palestras e cursos: as células sentem e pensam. E, se comunicam, informando sobre o que estão sentindo, esperando ou não para um futuro próximo ou distante.

Eu diria mais: esta conversa acontece entre células, órgãos e sistemas! Dentro de nós não existem segredos. Células próximas ou distantes... estão se comunicando.

Um exemplo: Imagine uma célula do fígado, muito intoxicada, cercada de gordura por todos os lados (esteatose), ou seja sufocada; no momento quando chega mais batata frita, hamburguer, maionese e refrigerante, para serem digeridos.

Lembre que o sistema hepático - fígado e vesícula - faz parte importantíssima do sistema digestivo, principalmente nos quesitos gorduras e carboidratos.

Coloque-se no lugar desta célula, já cansada deste filme, solitária e isolada...

O que você, no lugar dela, sentiria? O que você imagina ela comunicaria às suas vizinhas vivendo o mesmo desafio-caos? E como seriam seus sentimentos quando esta situação acontece várias vezes/dia, todo dia, durante meses, anos?

E, o que sentiria esta mesma célula se, por 1 dia, ela tivesse momentos de descanso e paz? E se por 1 semana tudo o que chegasse para ela fosse cheio de energia, (prana) reforço (antioxidantes, alimentos vivos, ricos em enzimas, de fácil digestão), força (intenções) e nutrição verdadeira?

Pois bem, vamos conferir o que os cientistas estão desvendando...

Conceição Trucom

Conversa entre bactérias

Por Agência FAPESP em 9/11/2009

Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia em Diego, nos Estados Unidos, desenvolveu ferramentas que permitem ver como bactérias “conversam” umas com as outras e como enfrentam e vencem a batalha contra outros microrganismos.

O objetivo da pesquisa é entender como populações diferentes de células se comunicam, o que poderá auxiliar no desenvolvimento de novas terapias para as mais variadas doenças.

As bactérias (leia também células), para se comunicarem, segregam moléculas que enviam sinais a outros microrganismos para, por exemplo, obter mais nutrientes. Outras moléculas são secretadas para “desligar” mecanismos de defesa do hospedeiro.

Em artigo publicado neste domingo (8/11) na revista Nature Chemical Biology, Pieter Dorrestein e colegas relatam a abordagem que desenvolveram para descrever, em laboratório, as trocas metabólicas que configuram os relacionamentos entre bactérias.

O grupo usou uma tecnologia chamada de Maldi-Tof (sigla em inglês para Matrix Assisted Laser Desorption Ionization-Time of Flight), que usa espectrometria de massa para estudar colônias de bactérias cultivadas em laboratório.

Interações microbiais, tais como a sinalização, são geralmente consideradas por cientistas em termos da atividade química individual e predominante. Contudo, qualquer espécie bacteriana é capaz de produzir muitos compostos bioativos que podem alterar organismos (leia também células) vizinhos.

A abordagem desenvolvida pelo grupo permitiu observar que as “conversas químicas” entre bactérias envolvem muitos sinais que funcionam simultaneamente.

“Os cientistas tendem a estudar nessa troca metabólica entre bactérias uma molécula de cada vez. Mas, na realidade, tais trocas feitas por microrganismos são muito mais complexas, envolvendo dez, 20 ou até 50 moléculas de uma só vez. Agora, podemos capturar essa complexidade”, disse Dorrestein.

Os pesquisadores estão mapeando centenas de interações bacterianas com a nova tecnologia e esperam produzir um “dicionário bacteriano”, que possa ajudar a traduzir os sinais dos microrganismos.

“A capacidade de traduzir a produção metabólica de microrganimos é cada vez mais importante, tendo em vista sua elevada proliferação. Queremos entender como as bactérias interagem (se comunicam) com as células e essa nova ferramenta poderá ajudar nesse objetivo”, disse Dorrestein.

O artigo Translating metabolic exchange with imaging mass spectrometry, de Pieter Dorrestein e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Chemical Biology em www.nature.com/nchembio.

http://www.agencia.fapesp.br:80/materia/11323/conversa-entre-bacterias.htm

Uma Doença Chamada "Normose"


Uma doença chamada “normose”
Tags: normose robótico Dr. Hemógenes
Antes que você comece a ler este texto, nosso convite é:
que tal a "anormalidade"? - Turma Doce Limão


Por Prof. Hermógenes *

O mundo “normal” nos atrai. Enquanto atrai, nos distrai.

E porque nos distrai, nos trai. Se nos deixamos trair, ele nos destrói.

É hora de despertar!

Sinceramente: ”Deus me livre de ser normal”.

Desde que comecei a caminhar no Yoga venho conseguindo manter uma bendita e invejável “anormalidade”. Eu já fui “normal” e não tenho saudades.

Venho estendendo meu convite a todos para que comecem a sua “desnormalização”. E, este meu convite é uma expressão de amor ao homo sapiens, à minha espécie.

Será absurdo clamar aos homens e mulheres desta sacrificada, caótica, amoral, violenta, injusta, vazia, entediada, poluída, cruel, amalucada e decadente sociedade em que vivemos que tomem consciência, e não mais continuem a submeter-se inconscientemente a esta lógica, obsedante e patológica “normalidade”?

Será estranho o meu clamor aos acomodados ou rendidos que se rebelem e se libertem?

Será mesmo descabido a proposta de uma terapia que pretenda curar esta doença que vem sendo chamada “normalidade”, "normose"?

O homem “normal” é um doente!

Quando se diz “em terra de cego quem tem um olho é rei”, está se dizendo que a cegueira é o “normal”. Nesse caso, o “anormal”, aquele que vê, é bastante melhor, tanto que pode ser o “rei”.

Há décadas, o Papa Paulo VI diagnosticou a sociedade de seu tempo, dizendo: “O mundo está doente”. Você contesta? Ou constata?

Considerando somente as aparências, isto é, aquilo que a mídia (imprensa, rádio e TV) fez aparecer, o mundo parece estar em acelerada degradação, parecendo um filme de terror, escorregando para a tragédia. Visando vender para os “normóticos”, para a massa ignorante (que ignora e faz tudo para seguir ignorando), desprovida de discernimento – e, sem dúvida, padecendo de acentuado distúrbio sadomasoquista, que se deleita no consumo de notícias mórbidas, de sujeira, crueldade e pavor -, os grandes veículos se aprimoram em acentuar as tintas negras, os sintomas alarmantes, ao dar publicidade predominante ao lado enfermiço da humanidade.

E não é somente a imprensa que vende tais aspectos e componentes trágicos, doentes e poluídos da sociedade humana; a sub-arte também. Cinema, fitas de vídeo, novelas, casas de espetáculo exageram os aspectos chocantes, aberrantes, teratológicos (estudo das monstruosidades), mórbidos, poluentes e sórdidos das vidas de homens e mulheres.

E os alimentos? A propaganda infantil é a mais cruel de todas, porque já incentiva ao consumo de alimentos que danifica seus corpos, cérebros e mentes.

Os teóricos argumentam que isto é a realidade e é assim que deve ser mostrada. O que é assim não é a realidade, mas apenas um setor da sociedade, aquele que alguns irresponsavelmente acham de vitrinizar. Alguma parte da sociedade é de gente boa, equilibrada, sadia, espiritualmente nobre e bonita ("anormais"), mas alguns obsessivamente fazem questão de ignorar.

Quantas pessoas e instituições sociais, mantendo-se com enormes sacrifícios, se devotam à prestação de generoso serviço, a distribuir caridade, a cultivar espiritualidade, a manifestar amor, a anunciar a luz, a propor a paz…?

Um diagnóstico correto não pode ser parcial.

Tudo que existe é assim com seus dois pólos. No entanto, enquanto os abutres só conseguem se interessar pela carniça, as abelhas são atraídas somente pela beleza, doçura e fragrância das flores. Aos que não vêem a não ser o lado mórbido das coisas, um convite: dialoguem com as abelhas. A sociedade está doente pela hipertrofia de seu lado abutre com simultânea atrofia de seu lado abelha (assim já falava Sócrates). Há treva e luz, e não somente treva. Há ódio. Por que não o amor? Há violência, mas também há caridade Há corrupção, mas honestidade não falta.

Por que somente o diagnóstico negro?

A maioria imensa da humanidade é formada pelos “normóticos”, que desfrutam o tempo e o espaço cultural, e aí está a doença.

A minoria dos curados de uma enfermidade chamada “normose” não pode continuar sendo esquecida. É verdade que a humanidade está enferma, e está exatamente pelo predomínio e pela ação dos medíocres e ignorantes que a integram (porque assim decidiram, "normoticamente").

É inadiável curar a “normose” da humanidade. E isto deve começar pela “desnormalização” de cada pessoa, o que requer, indispensavelmente, empenho e esforço pessoal depois de feita a opção por uma disciplina inteligente, por uma vigilância contínua e por jubiloso auto-sacrifício do ego no altar do Divino.

De minhas observações durante tanto tempo, fiz levantamentos dos sintomas que, com maior freqüência, os “normóticos” apresentam. A lista não é completa e nem um “normótico” qualquer tem de ter todos estes sintomas. Não pretendo que este inventário seja perfeito. Quando alguém conseguir inventar um “normômetro” (aparelho capaz de medir a “normalidade” de uma pessoa), prestará um serviço inapreciável à Medicina Holística, para diagnosticar a “normose”.

Os “normóticos” têm reduzidas a juventude e a vida. As doenças degenerativas apressam a se manifestar antes do tempo. E ainda é motivado por distresse. Desprovido de um motivo, elevado, sublime e nobre para viver, desde que seus objetivos são mesquinhos e imediatistas, o “normótico” desconhece o que seja equanimidade, sobriedade, serenidade e paz. São fáceis vitimas dos opostos-de-existência. (Bi-Polares) Oscilam, indefesos e inconscientes, como folhas ao vento, sem repouso e sem destino. Numa hora, festejam ruidosa e às vezes alcoolicamente uma fugaz vitória ou uma aquisição furtiva. Noutra, se deprimem e lamentam, quando alcançados por um imposto despojamento de algo que não resistiria ao tempo. A “normalidade” dominante ensinou o “normótico” a lutar até exaurir-se e a usar todos os meios (até, quando preciso, os sujos) na convicção pouco inteligente de “ganhar ou… ganhar". Eles repelem a abnegação, a renúncia, a aceitação (adulta, madura) do inevitável (da realidade).

Desconhecendo o por que e para que viver, o “normótico”, é uma carta depositada no correio, na qual falta indicação do destinatário e do remetente. É uma carta que foi escrita inutilmente. Seu destino só pode ser a posta-restante.

Vivendo na superfície de si mesmo, o “normótico” age sob motivações que, em alguns casos, são bem tipicamente animais: comer (qualquer coisa goela abaixo), beber, defender-se, gozar e transar. Não cultiva (portanto não colhe) valores tipicamente humanos: verdade (ou veracidade); retidão; paz; amor (universal e puro); e não-violência. Sai Baba disse que a constatação “eu sou um ser humano” é apenas a metade da verdade. A outra metade é poder dizer: “eu sou anormal”.

O “normótico” é um consumista obsessivo. Compra o que "precisa", o inútil. O que ele não pode é resistir às manobras da publicidade e do marketing. Ele sofre da síndrome de “aquisitite”. Para seguir comprando, comprando, gasta e se desgasta ansiosamente, obsessivamente.

Com a palavra “mesmismo” Erich Fromm denominou o fenômeno de cada um precisar se parecer com o outro. O “normótico” calça os mesmos tênis, veste as mesmas calças, bebe os mesmos refrigerantes, fuma as mesmas marcas, se fanatiza pelos mesmos ídolos populares, curte as mesmas músicas, demonstra, com isto, que sua segurança está em “ser normal”; falta-lhe a salvadora coragem de ser "anormal". Quanto mais “normótico”, mais submisso aos modelos da normalidade e imediatismo. Esta tendência a entregar-se indefeso e inconsciente à robotização orquestrada pela propaganda massifica-o, esvazia-o. E é ainda pior quando se fanatiza por movimentos, líderes, seitas etc.

Porque nem imagina quanto o amor e a felicidade nos completam, o “normótico” confunde os simples desvarios sexuais (mero atrito, zero afeto e amor) com ser feliz. E o sentimento de posse do outro e o ciúme, que são apego-dependência, ele confunde com amor.

Na ânsia por uma mal-entendida liberdade, certos “normóticos” neuróticos confundem o ser feliz com o ser devasso, “assumido”, “liberado”, e se sentem à vontade em “curtir um barato”, embora depois recaiam trágicas conseqüências sobre ele: escravidão ao traficante (marcas), AIDS, demência. Ao que não sabe o que é a verdadeira liberdade, eu lembraria que é a capacidade de não fazer aquilo que não se quer ou que se precisa não fazer (o coração decidiu). Não é o fazer aquilo que se deseja fazer. Muitos jovens, confundindo a liberdade com outra coisa, às vezes rompem com violência seus vínculos com o lar, e se entregam a uma aventura, que, a principio, pode até ser uma aventura, mas inevitavelmente acaba em desventura.

Há uma forma “normóide” de exercer poder político, econômico e social, na qual o “normótico” sempre tira proveito pessoal, indiferente à dor, à miséria, à injustiça que impõe às multidões de infelizes. Calígulas e Neros de gravata, os “normóticos” poderosos são pragas a fazer muitas vítimas.

Toda a minha literatura tem sido voltada para alertar os “normóticos”, convidando-os para dar uma guinada no rumo da verdadeira paz, do amor bem-aventurado, no rumo da sabedoria que liberta, da saúde, da alegria pura, da "anormalidade", finalmente da vida abundante.

* Dr. José Hermógenes de Andrade Filho (Natal/RN, 9 de março de 1921), é escritor, professor e divulgador brasileiro de hatha yoga. Doutorado em Yogaterapia pelo World Development Parliament da Índia e Dr. Honoris Causa pela Open University for Complementary Medicine. Recebeu a Medalha de Integração Nacional de Ciências da Saúde e o Diploma d’Onore no IX Congresso Internacional de Parapsicologia, Psicotrónica e Psiquiatria (Milão, 1977). Eleito o Cidadão da Paz do Rio de Janeiro, em 1988, e a Medalha Tiradentes em 2000. A premiação foi conferida pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, pelo bem-estar e benefícios à saúde que suas obras levam para os brasileiros. É fundador da Academia Hermógenes de Yoga.

A Meditação do Riso


A Meditação do Riso
O riso tem o poder mágico de trazer à tona conteúdos da sua essência, da fonte interior. Dar sentido e significãncia à vida. Um passaporte para subir num balão, em questão de segundos, uma energia nova começa a fluir, acompanhada pelo riso e leveza inerente a ele.

Você já observou que quando está rindo, de verdade, durante aqueles poucos instantes, acontece um profundo estado meditativo? Que o estar no corpo torna-se absolutamente óbvio? As pernas amolecem (não precisa chão), o pensa­mento pára. É impossível rir e ter as pernas e joelhos travados. Você necessariamente flexiona, amolece todo o corpo.


É impossível rir sem ter a vontade de olhar para o alto? Sem lacrimejar, sem fechar e abrir os olhos? Pois é, trata-se de um exercício natural para limpar a visão, a janela da alma.

É impossível rir sem sentir vontade de colocar as mãos no plexo e coração. Aliás, os batimentos e oxigenação aumentam, o corpo fica mais quente. Dizem que o riso é um "ducha de oxigênio". Eu diria mais, uma gargalhada pode ser reconhecida como uma chispa que desencadeia uma descarga elétrica, responsável pela instantânea comunicação entre os hemisférios: lógico/racional - analógico/intuitivo. Ou seja, inteligência plural "acordada" pelo simples ato de gargalhar.

E o mágico: é impossível rir e pensar ao mesmo tempo. São fenômenos diametralmente opostos: ou você ri ou você pensa. Se você ainda estiver pensando, significa que o riso é apenas superficial, defasado. Será um riso cortado, desconectado da fonte e da alegria. Significa que o risômetro NÃO está frouxo.

Quando você ri de verdade, realmente, do nada, ou de tudo, a mente DESLIGA. E nesse sentido o riso pode ser uma divertida forma de acessar um estado de não-pensamemo. Naturalmente. Da mesma forma quando dançamos. Rir e dançar são formas naturais, facilmente disponíveis, gratuitas, de parar a mente. Se você dançar realmente, o pensamento pára.

É tão impensado, que a forte oxigenação provocada pelo riso, alcança poderosamente, sem freios mentais, TODAS AS CÉLULAS, mesmo aquelas sempre bloqueadas pelas tensões e padrões comportamentais.

Na leveza do riso e da dança podemos esquecer do corpo: onde ele começa, onde ele termina? Ou, podemos ficar tão no corpo, tão nas percepções, nas sensações, na meditação, que esquecemos de pensar, julgar, criticar, negar. Lá do fundo vem uma força propulsora que nos torna leves e gratos. Daí em diante torna-se mais fácil rir e dançar, celebrar e agradecer.

Você se funde com a existência e a existência se funde com você. E se você estiver realmente rindo - não conduzindo, mas permitindo que ele te possua, te inspire - se você é possuído pelo prazer e leveza do riso, o pensamento pára.

E quando você voltar para a vida, voltar a pensar, é como quando recomeçamos um computador: está tudo pleno, fresh, consertado. Todos os programas abrem, tudo funciona: as idéias chegam!!!

Como praticar a meditação do riso diariamente?


Super fácil.


Sem custos, só acordar 10 minutos mais cedo... E ganhar horas durante o dia!


Todas as manhãs, no exato momento em que você acordar, antes de abrir os olhos, se espiche como um gato. Estique cada músculo do seu corpo. Depois de 3-4 minutos, com os olhos ainda fechados, comece a rir.

Por 5 minutos, apenas ria, No começo você estará provocando-o, mas logo o próprio som da sua tentativa causará o riso genuíno. Perca-se no riso. Pode levar alguns dias até que ele realmente aconteça, pois estamos desacostumados com o fenômeno do riso. Ignoramos sobre o poder do riso. Mas não demo­rará muito e ele se tornará espontâneo e transformará toda a natureza do seu dia.

As Oficinas do Riso voltam a acontecer em SP, confira locais e datas na Agenda



Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.

Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações e citada a autora e fonte.

Recomenda-se a leitura na íntegra do livro Alimentação Desintoxicante - editora Alaúde, o que possibilitará a prática desta filosofia de vida com consciência e responsabilidade, e escutar e se contagiar com o CD-áudio da Terapia do Riso.