quinta-feira, 29 de abril de 2010

Tomar Sol É Importante Para Um Envelhecimento Saúdavel


28/04/2010


Estudo apresentado esta semana no encontro Biologia Experimental 2010, da Sociedade Americana de Nutrição


Um estudo apresentado esta semana no encontro Biologia Experimental 2010, da Sociedade Americana de Nutrição, sugere uma associação entre maiores níveis de vitamina D - nutriente produzido pelo organismo quando tomamos sol - e uma melhor função física, incluindo melhor saúde óssea e muscular, entre os idosos. Acompanhando, por quatro anos, mais de 2,7 mil idosos, especialistas notaram que aqueles com maiores níveis sanguíneos de 25-hidroxivitamina D no início apresentavam melhores resultados em testes que incluíam velocidade de caminhada, capacidade de se levantar de uma cadeira e equilíbrio.

De acordo com os autores, os resultados não permitem concluir que a suplementação do nutriente ou uma alimentação rica em vitamina D - com laticínios fortificados e peixes oleosos - poderiam fortalecer os músculos e melhorar a qualidade de vida dos idosos, até porque é possível conseguir níveis suficientes do nutriente com a exposição adequada ao sol.

“As recomendações alimentares atuais são baseadas nos efeitos primários da vitamina D sobre a saúde óssea. É possível que maiores quantidades de vitamina D sejam necessárias para a preservação da força muscular e da função física, assim como outras condições de saúde”, destacou a pesquisadora Denise Houston, da Universidade Wake Forest. “Entretanto, estudos clínicos são necessários para determinar se aumentar as concentrações de 25-hidroxivitamina D através da dieta ou suplementos tem um efeito sobre esses resultados não-tradicionais”, acrescentou.


Autor: Leandro Perché
Fonte: Boa Saúde

28/04/2010

Pesquisadores descobrem porque bactérias causam mortes em hospitais

Uma equipe de pesquisadores taiuaneses anunciou hoje a descoberta de como os estafilococos da pele desenvolvem resistência aos antibióticos


Uma equipe de pesquisadores taiuaneses anunciou hoje a descoberta de como os estafilococos da pele desenvolvem resistência aos antibióticos e causam tantas mortes entre os pacientes hospitalizados.

O Staphylococcus epidermidis vive na pele das pessoas saudáveis sem causar danos, mas é fatal para pacientes hospitalizados com baixas defesas ou com qualquer tipo de implante cirúrgico, disse hoje em entrevista coletiva o diretor da equipe, Andrew H.J. Wang.

"A bactéria se protege das defesas do corpo e dos antibióticos com a produção de um biofilme, que se desenvolve porque os antibióticos bloqueiam uma proteína", assinalou Wang, vice-presidente da Academia Sínica.

Agora o desafio é desenvolver remédios que evitem o bloqueio dessa proteína e o conseguinte desenvolvimento da camada que protege a bactéria das defesas do corpo, disse o pesquisador.

"Esperamos pelo desenvolvimento de remédios, com a ajuda da biologia estrutural, que não provoquem a desativação da proteína (TcaR)", apontou Wang.

Outra solução para o problema é revisar os antibióticos disponíveis para ver se alguns não interagem com o TcaR, acrescentou especialista.

O artigo sobre esta pesquisa, chamado "Um estudo estrutural do TcaR e seus complexos com múltiplos antibióticos do estafilococos da pele" e se publicou em inglês na revista acadêmica "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)", em 27 de abril.


Autor: Imprensa
Fonte: da Efe, em Taipé

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Para Uma Vida Mais Saudável e Mais Longa, Coma Menos


27/04/2010

Estudo publicado na revista Science


Como viver mais e melhor

Uma equipe de pesquisadores do Reino Unido e dos Estados Unidos comprovou que restringir a ingestão de calorias pode prolongar e melhorar a vida e ainda garantir uma velhice mais feliz.

Os resultados do estudo, publicado na revista Science, mostram que comer menos calorias pode levar não só a uma vida mais longa, mas também a uma vida muito mais saudável, evitando muitas das doenças que as pessoas frequentemente experimentam nos últimos anos da vida.

Restrição calórica

Os experimentos de restrição calórica, feitos em roedores, mostraram que a ingestão de uma quantidade menor de alimentos tem um efeito significativo sobre as vias moleculares relacionadas com o processo de envelhecimento, sobretudo aquelas relativas à glicose e ao fator de crescimento IGF-1.

Os resultados também mostraram que, em organismos menos complexos, a limitação do teor calórico pode dobrar ou mesmo triplicar o tempo de vida.

Tempo de vida e vida saudável

Mas o primeiro autor do estudo, o professor Luigi Fontana, da Universidade de Washington, afirma que o principal objetivo da pesquisa era melhorar a qualidade de vida das pessoas e ajudá-las a desenvolver menos doenças relacionadas ao envelhecimento.

"O foco da pesquisa não é realmente estender o tempo de vida para 120 ou 130 anos," afirma ele. "Hoje, a expectativa média de vida nos países ocidentais é de cerca de 80 anos, mas há muitas pessoas que só são saudáveis até cerca de 50 anos de idade."

"Nós queremos utilizar as descobertas sobre a restrição calórica e outras intervenções genéticas ou farmacológicas para fechar essa lacuna de 30 anos entre a duração da vida e a vida saudável. No entanto, ao estendermos o tempo de vida saudável, a vida média também poderia aumentar até aos 100 anos de idade," acrescenta ele.

Estilo alimentar

A pesquisa é particularmente relevante dados os níveis crescentes de obesidade no mundo ocidental. Estar com sobrepeso ou ser obeso pode levar a muitas doenças graves, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes e certos tipos de câncer.

A obesidade infantil é um problema particularmente preocupante na medida que milhares de crianças crescem com uma dieta à base de alimentos industrializados que pode provocar problemas crônicos de saúde na vida adulta.

O professor Fontana acredita que as atuais tendências do estilo alimentar indicam que a diferença de 30 anos entre a duração da vida e a duração da saúde deverá aumentar ao invés de diminuir.

A expectativa de vida também poderá ser reduzida, conforme milhares de pessoas desenvolvem doenças alimentares, tais como a diabetes tipo 2, que são totalmente evitáveis.

Vida longa e saudável

Mas ele acredita que, se os pesquisadores em nutrição entenderem o quanto a restrição calórica pode prolongar a vida e tornar as pessoas mais saudáveis, e se forem desenvolvidos medicamentos que influenciem as vias moleculares afetadas pela restrição de calorias, no conjunto isso poderá ajudar a manter as pessoas saudáveis enquanto elas envelhecem.

O aconselhamento sobre dieta sempre foi baseado em dados epidemiológicos, mas as últimas pesquisas mostram que isso faz sentido também do ponto de vista molecular, ressalta o pesquisador.

"Agora passamos de epidemiologia à biologia molecular. Sabemos que certos nutrientes, assim como um menor consumo de calorias, podem influenciar o IGF-1 e outras vias. Em breve, esperamos ser capazes de usar esse conhecimento para ajudar as pessoas a viver vidas mais longas e saudáveis," conclui Fontana.



Autor: Cordis
Fonte: Diário da Saúde

terça-feira, 27 de abril de 2010

Hipertensão



Pressão alta atinge 30% dos brasileiros, alerta Sociedade Brasileira de Hipertensão


Dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) revelam que a doença atinge 30% da população brasileira e ultrapassa o índice de 50% entre os idosos. Hoje (26), no Dia Nacional de Combate à Hipertensão, o órgão alerta ainda que 5% das crianças e dos adolescentes no país são hipertensos.

A doença é responsável por 40% dos infartos, 80% dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. Mas as consequências da hipertensão, de acordo com a SBH, podem ser evitadas se os pacientes conhecerem sua condição e seguirem o tratamento – que envolve o uso permanente de remédios e mudanças de comportamento.

Segundo a SBH, os cuidados contra a hipertensão incluem medir a pressão arterial pelo menos uma vez ao ano, praticar atividades físicas todos os dias, manter o peso ideal, adotar hábitos alimentares saudáveis, reduzir o consumo de álcool, abandonar o cigarro e evitar o estresse.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que as doenças crônicas não transmissíveis – caso da hipertensão – são responsáveis por 59% das mortes em todo o mundo, chegando a 75% dos óbitos no Continente Americano.


Autor: Paula Laboissière
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Como Lidar Com Pessoas Dificeis


Na vida, sempre cruzamos com pessoas difíceis. Quem já não teve um chefe autoritário, um amigo invejoso, um colega de trabalho agressivo, um parente manipulador ou um namorado joga-culpa?


O psicólogo Bernardo Stamateas escreveu um livro que se transformou em best seller internacional sobre esse assunto, chamado Gente tóxica: como lidar com pessoas difíceis e não ser dominado por elas. O autor descreve várias pessoas com características “tóxicas” e dá dicas para lidar com cada uma delas. A seguir, menciono algumas citadas no livro:

1. O autoritário: é aquele que abusa do seu poder sobre os outros. Tira vantagem de sua posição e faz que a sua vontade prevaleça a qualquer custo.

2. O invejoso: é aquele que pretende tirar o que você conseguiu e ele ainda não.

3. O agressivo: é aquele que quer arrasar sua autoestima, isto é, fazer você pensar que é incompetente, fraco, inseguro, etc.

4. O manipulador: é aquele que faz você fazer aquilo que ele quer pensando que é isso que você quer.

5. O joga-culpa: é aquele que não consegue arcar com os riscos e consequências de suas decisões ou escolhas. Vive jogando a culpa nos outros quando algo não dá certo.

Como conseguir viver bem ao lado de pessoas com características “tóxicas”?

a. Não tente mudar a pessoa

Isso é um pouco decepcionante, pois, na prática, é difícil não tentar mudá-la. Ainda mais se gostamos e queremos o bem dela. Ocorre que é preciso levar em conta que ninguém muda pelo outro. Só mudamos porque queremos mudar e, mesmo assim, é um processo difícil e demorado.

b. Ajuste as suas expectativas sobre a relação

Não espere valorização ou algum tipo de reconhecimento por algo que você fez para a pessoa. Pessoas difíceis são inseguras e com baixa autoestima, apesar de, muitas vezes, apresentarem uma fachada que mostra exatamente o contrário. Geralmente, sabem tudo sobre a vida alheia, mas não conseguem enxergar a si mesmas. Costumam falar: “Eu não tenho problemas” ou “É você quem está com problema”. Portanto, se essas pessoas não conseguem reconhecer o próprio valor, imagine ver o valor dos outros!

c. Cuide de sua autoestima

Essas pessoas sempre tentarão abalar o que você pensa sobre si mesmo. Potencializam os seus pontos fracos e o enchem de culpa e frustrações. Portanto, cuide de sua autoestima! Existem várias formas de se fazer isso. Uma delas é a psicoterapia. No processo psicoterapêutico, você aprenderá a desenvolver estratégias para neutralizar os efeitos negativos provocados pela convivência com a pessoa, conquistará uma imunidade emocional cada vez mais forte e, consequentemente, conseguirá se desviar de qualquer “ataque tóxico” da pessoa.

Portanto, é possível se proteger da “toxicidade” dessas pessoas e não deixar sua vida ser dominada por elas. Não se desgaste emocionalmente tentando mudá-las. Aproveite para usar essa energia para si mesmo. Invista na construção de uma autoestima à prova de balas e, consequentemente, viverá com menos estresse e mais feliz ao lado de qualquer pessoa “tóxica”.

Viviane Sampaio. Psicóloga Clínica. Consultório na Rua Napoleão de Barros, 456, Vila Mariana, São Paulo. Tel: (11) 9808-3718 ou 5573-8969. e-mail: psicologavivianesampaio@yahoo.com.br.


Autor: Viviane Sampaio
Fonte: O que eu tenho?

Cinco Coisas Sobre o Transtorno Bipolar do Humor



5 coisas que você deve saber sobre o Transtorno Bipolar do Humor

Transtorno Bipolar é uma doença grave, limitante e que pode causar prejuízos importantes na vida de uma pessoa


1. O que é Transtorno Bipolar do Humor?

O Transtorno Bipolar é uma doença grave, limitante e que pode causar prejuízos importantes na vida de uma pessoa. A partir do aumento de estudos científicos nessa área, o diagnóstico tornou-se mais preciso e, por isso, cada vez mais pessoas são diagnosticadas como portadoras deste transtorno. De uma maneira geral, a principal característica do Transtorno Bipolar é a presença de instabilidade ou oscilação do humor. A pessoa bipolar apresenta fases de depressão e fases de mania ou euforia que se alternam ao longo do tempo. Pode manifestar-se de varias formas, dependendo da duração e intensidade das fases de mania e depressão.

Na euforia ou mania, ocorre uma ativação dos processos psíquicos, o humor do paciente fica exaltado, “para cima”, com aumento de energia, de forma desproporcional ou sem relação com eventos da vida. O paciente pode se irritar facilmente e o fluxo de idéias, ficando acelerado. Também pode acontecer de, subitamente, o indivíduo passar a ter idéias bizarras, místicas ou espirituais que não fazem parte de suas crenças habituais. A alegria ou exaltação que normalmente as pessoas sentem não é tão duradoura, nem oferece riscos como a que ocorre no estado de euforia – que podem durar dias, semanas ou meses. Além disso, na mania acontecem mudanças importantes no comportamento, saúde física e raciocínio (o pensamento acelerado, característico da mania, nunca acontece em estado de normalidade). A família e as pessoas à volta percebem claramente as mudanças que, em geral, acontecem de forma abrupta.

Os principais sintomas da Mania ou Hipomania são:

• Aumento da Energia: excesso de atividade no trabalho, estudos, compras; aumento de conversas ao telefone, de sexo, exercícios, viagens ou noites na internet;

• Humor irritável ou mais raramente eufórico;

• Aumento da agressividade, presença de impaciência;

• Aceleração de pensamentos, muitas idéias, devaneios e distrações presentes

• Aumento da atividade mental, muitas idéias e planos;

• Pensamentos com conteúdo exageradamente positivo: otimismo, sentimento de superioridade, arrogância, coragem, perda de timidez;

• Aumento da impulsividade e de atividades de risco (esporte, gastos, sexo.)

• Abuso/dependência de álcool e/ou drogas

• Diminuição da necessidade de sono

Na depressão, ocorre uma diminuição da energia, do prazer e a presença de tristeza e/ou irritabilidade. O indivíduo deprimido percebe que seus sentimentos diferem de uma tristeza normal sentida anteriormente ou do luto. A pessoa deprimida reage às situações estressantes com sofrimento maior e mais prolongado, desproporcional ao estímulo. Tudo se transforma em problema e os problemas tornam-se mais pesados e difíceis de resolver. Quem sente tristeza normal, busca a companhia de outras pessoas, mas a pessoa com depressão prefere se isolar. Quando o indivíduo está triste, procura se ajudar; a pessoa deprimida não consegue acreditar na eficácia de qualquer ajuda, está descrente, sem interesse e força de vontade. Alguns pacientes deprimidos tentam se distrair e disfarçar a depressão, mas acabam irritados e sem paciência pelo esforço em aparentar bem-estar. Em casos mais graves, a pessoa fica muito lenta, com dificuldade de concentração e raciocínio e a velocidade do pensamento diminui, assim como na mania, esta alteração da velocidade normal do pensamento é algo que não ocorre em estado de normalidade.

Os principais sintomas da Depressão são:

• Diminuição da energia

• Humor depressivo (triste ou irritável)

• Diminuição da motivação

• Diminuição ou perda do prazer

• Raciocínio lento, baixa concentração e prejuízo da memória

• Indecisão, apatia, desânimo

• Pensamentos com conteúdo negativo: pessimismo exagerado, sentimentos de insegurança, baixa auto-estima, vazio, culpa em relação a tudo, medo excessivo de ficar doente ou morrer, preocupações exageradas com todo e qualquer assunto.

• Insônia ou sono em excesso

• Dores pelo corpo e queixas físicas

• Diminuição importante ou perda da libido

De maneira geral, há três características principais que diferenciam um episódio de alteração do humor do Transtorno Bipolar de uma oscilação normal do humor:

1. Intensidade: as alterações do humor que ocorrem no TBH são normalmente mais severas do que as oscilações normais do humor.

2. Duração: um estado simples de mau humor, normalmente, termina em poucos dias, mas a mania ou a depressão pode durar semanas ou meses. Quando a pessoa sofre de ciclagem rápida, euforia e depressão podem ir e vir rapidamente, mas a pessoa habitualmente não retorna a um humor estável por um longo período.

3. Interferência nas atividades da vida: os extremos no humor que ocorrem num TBH podem causar sérios prejuízos. Por exemplo: um episódio depressivo pode deixar uma pessoa incapaz de sair da cama ou ir até o trabalho; um episódio maníaco pode fazer uma pessoa ficar sem dormir durante várias noites e dias ou gastar um dinheiro que, de fato, ela não tem ou não desejaria desperdiçar.

2. Por quais razões Transtorno Bipolar do Humor se desenvolve?

O Transtorno Bipolar é uma doença multifatorial. O que determina se um indivíduo terá ou não essa doença é principalmente a hereditariedade. Ou seja, existe uma predisposição biológica, geneticamente determinada, para apresentar o transtorno. Além disso, alguns fatores ambientais e psicológicos podem facilitar a manifestação das primeiras crises e são fatores importantes no desencadeamento de crises futuras. Entre estes fatores (chamados estressores) estão: a perda de alguém querido ou separações, mudanças importantes na vida (para melhor ou para pior), alteração do ritmo de sono (mudanças de fuso, trabalho noturno ou noites mal dormidas), uso de álcool e/ou drogas.

3. Como sei indentificar se alguém está com esse problema?

É possível reconhecer se alguém está em Mania ou Hipomania se ele se mostra exageradamente “feliz” e excitado ou exageradamente irritado ou raivoso. A pessoa sente-se capaz de fazer coisas que ninguém mais poderia fazer, parece arrogante, dorme menos que de hábito, faz muitas coisas ao mesmo tempo, parece ter mais energia, fala muito e rápido, tem muitas idéias (algumas irrealistas) e é facilmente distraído, não terminando o que começa, faz coisas impulsivas como gastar mais dinheiro do que poderia ou se insinuar sexualmente sem que esse seja o seu comportamento usual.

Quando está deprimida, a pessoa sente-se triste, irritada, ansiosa, sem interesse pelas pessoas e pelas coisas, dorme muito ou tem insônia, perde o apetite e o prazer pelas coisas de que costumava gostar. Não consegue se concentrar ou tomar decisões. Sente-se fatigada, sem energia, mais lenta, culpada em relação a tudo e pode pensar em suicídio.

4. O Transtorno Bipolar do Humor tem tratamento?

O tratamento indicado para o Transtorno Bipolar é prioritariamente farmacológico e feito por um psiquiatra, mas a associação da farmacoterapia com a psicoterapia é a forma mais eficaz de controlar os sintomas e prevenir recaídas.

O tratamento farmacológico consiste de estabilizadores do humor como Litium®, Depakote®, Tegretol®, Lamictal®, etc, mas pode incluir o uso de antidepressivos ou drogas que controlam a ansiedade ou problemas com os pensamentos (delírios e alucinações). O uso dessas medicações implicam em consultas freqüentes com um psiquiatra a fim de controlar efeitos colaterais e fazer os ajustes necessários para que os sintomas fiquem estáveis. A psicoterapia ajuda a aprender mais sobre a doença, a prevenir recaídas e a monitorar o humor, a rotina e lidar melhor com diversos problemas que podem desencadear novas crises ou agravar o quadro.

5. A quem devo buscar para pedir ajuda/auxílio?

O profissional indicado para tratar o paciente bipolar é o psiquiatra. A psicoterapia que tem se mostrado mais eficaz na redução de sintomas e na prevenção de novas crises é a abordagem cognitivo-comportamental. Trabalhos de psicoeducação feitos pelos próprios psiquiatras, psicólogos ou demais profissionais de saúde mental também demonstraram ser eficientes na melhora da compreensão da doença e na prevenção de recaídas.

Mireia C. Roso e Rosilda Antonio

Mireia Roso é Psicóloga, mestre em Psicologia pela USP e pesquisadora do Departamento de Psiquiatria do HC da FMUSP. Rosilda Antonio é Psiquiatra, psicoterapeuta e membro da Sociedade de Psicodrama de São Paulo.


Autor: Mireia C. Roso e Rosilda Antonio
Fonte: O que eu tenho?

Guardar a Raiva Pode Ser Mortal




Guardar a raiva pode ser mortal para pacientes cardíacos, diz estudo

De acordo com os especialistas, a raiva pode estrangular o fluxo sanguíneo no coração e provocar alterações no ritmo cardíaco


As pessoas com doença cardíaca devem tomar cuidado com sua forma de lidar com os sentimentos de raiva. Segundo um novo estudo da Universidade de Tilburg, na Holanda, os pacientes que reprimem sua raiva têm quase o triplo de chances de ter um infarto ou de morrer nos próximos cinco a dez anos. Em estudo com 644 pacientes com doença arterial coronariana, os pesquisadores notaram que pessoas com personalidade do tipo D - propensas a sofrer de raiva e outras emoções negativas, mas com dificuldades de expressar esses sentimentos - correm mais riscos de sofrerem eventos cardíacos importantes.

De acordo com os especialistas, a raiva pode “estrangular” o fluxo sanguíneo no coração e provocar alterações no ritmo cardíaco. E há evidências de que a repressão a esses sentimentos negativos pode ser muito prejudicial ao coração. Porém, isso não significa que as explosões de raiva são as melhores formas de lidar com esse sentimento. “As pessoas tendem a dar vazão aos sentimentos de raiva ou guardá-los internamente, porém acredito ser importante encontrar uma solução intermediária para resolver esses sentimentos de raiva - mas de uma forma mais construtiva e adaptável”, destacou o pesquisador Johan Denollet.


Autor: Leandro Perché
Fonte: Boa Saúde